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No dia 14 de Abril de 2008 fez um ano que o Damião nós deixou. Passado apenas um dia depois do Damião ter partido, e onde as emoções ainda estão muito fortes,, o seu filho João Moreira escreveu um texto para dedicar ao seu pai.
De referir que o texto esteve desde sempre afixado na sede e foiu publicado no site antigo.
" O DAMIÃO partiu. Foi a partir do dia 28 de Dezembro que a despedida do meu PAI começou a fazer sentido. Uma doença trágica veio a por a nu a fragilidade do Homem e na hora da despedida nós não somos ninguém neste mundo cruel. Tive o privilégio de passar os últimos 4 meses na companhia quase diária do meu PAI. Viu-o a sorrir, a chorar, enfim, todo o que a espécie humana é capaz de fazer na sua vida diária. A força do meu PAI foi algo que não se pode explicar. Mesmo assim, eram raras as vezes em que se queixava. Sem palavras. Depois de virmos para casa pensamos que o meu PAI ia ultrapassar esta fase menos boa e podia voltar a ser o DAMIÃO que todos nós conhecíamos. Pensávamos que ia novamente bater no vidro da sede quando do percurso para o café, que ia dar os seus berros vibrantes pelo seu Porto, os cachaços que dava a toda a gente, as discussões que tinha, e aquela palavra amiga que ele dava quando via que errava, as suas idas aos pavilhões ver os jogos do Santa Cruz F.C., a sua dedicação quando geria a formação do Santa Cruz F.C. Todo isto me passou pela cabeça quando ele foi para casa. Mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Passadas 2 semanas as complicações voltaram e teve de voltar para o Hospital. A partir dai foi uma dor tremenda. Os dias que se seguiram foram dramáticos e no Dia de Páscoa o meu PAI parecia que estava a ganhar vida de novo. Nesses dias que se seguiram mostrou tudo aquilo que foi na vida toda. Na terça-feira e aproveitando a ausência de mais pessoas, o meu PAI agarrou se a mim a chorar. Na vida, ele foi sempre muito sentimental e chorava por tudo e por nada. No dia seguinte nova alma e o meu PAI mostrou outro lado da vida que ele tinha. Já com muitas dificuldades mas com uma grande força, ele riu-se, maltratou as enfermeiras mas com um sorriso nos lábios, falou com toda a gente e disse palavrões só como ele sabia dizer. Ele nestes dois dias mostrou aquilo que foi na vida toda. Fantástico. No dia seguinte as dificuldades aumentaram e já não dava para fazer mais nada. Quando lá cheguei ainda chamei: “PAI SOU EU” e ele com uma força tremenda abriu os olhos como que a despedir-se para nunca mais os abrir. Depois da visita do meu irmão Hugo e da minha irmã Dila partiu descansado.
Tenho de agradecer pessoalmente à equipa do Hospital. Todos eles foram incansáveis, desde os médicos, enfermeiros e auxiliares. Uma palavra mais sentida para o Drº Eduardo. Nunca abandonou o meu PAI e mesmo sabendo que podia partir a qualquer altura nunca o deixou. Obrigado Drº.Eduardo
No passado Sábado a ultima despedida e o meu PAI, teve a despedida que ele mereceu e que ele era na vida, GRANDE.